Da quimioterapia…

 

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… e cuidados com a alimentação durante o tratamento.

É importante mantermos uma boa alimentação e um bom nível de nutrição. Sempre, doentes ou não!

Principais problemas relacionados com a alimentação que poderão surgir com a quimioterapia:

  • Falta de apetite
  • Alteração de peso
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Diarreia ou obstipação
  • Malabsorção
  • Feridas na boca
  • Alteração do paladar

Cuidem o vosso corpo, observem-no, estejam atentas.

 

A 1ª sessão de quimioterapia

Qual o papel da quimioterapia no tratamento do cancro da mama?

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos para tentar eliminar as células tumorais que possam existir no organismo mesmo que não tenham sido detectadas com os exames que utilizamos para estadiamento. Regra geral, a quimioterapia para o cancro da mama é constituída por uma associação de fármacos. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo – terapêutica sistémica. A maioria das pessoas com cancro da mama faz quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital.

 

Quais os principais efeitos secundários da quimioterapia?

Tal como a radiação, a quimioterapia pode afectar tanto as células normais como as células tumorais. Regra geral, os efeitos secundários da quimioterapia dependem dos fármacos utilizados e das doses administradas. A quimioterapia afecta, essencialmente, as células que se dividem rapidamente, como sejam:  

Células do sangue: estas são as células do nosso organismo que ajudam a “combater” as infecções, que ajudam o sangue a coagular e que transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer “nódoas-negras” (hematomas) ou sangrar facilmente podendo, ainda, sentir maior fraqueza e cansaço.

Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e “textura” diferentes.

Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas, vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos. Alguns fármacos anti-cancerígenos podem, ainda, afectar os ovários. Se os ovários deixarem de produzir estrogénios – hormona feminina -, poderá haver sintomas de menopausa, tal como afrontamentos e secura vaginal; os períodos menstruais podem tornar-se irregulares ou mesmo parar podendo, ainda, ficar infértil (incapaz de engravidar). Se tiver idade igual ou superior a 35 anos, é provável que a infertilidade seja permanente; por outro lado, se permanecer fértil durante a quimioterapia, a gravidez é possível. Como não são conhecidos os efeitos secundários da quimioterapia no feto, antes de iniciar o tratamento deverá falar com o médico, relativamente à utilização de métodos contraceptivos eficazes. Se considerar a hipótese de uma gravidez após os tratamentos, fale com o seu médico pois actualmente existem formas de poupar os ovários aos efeitos da quimioterapia. Pode ainda pensar na utilização de congelação de óvulos para que estes possam ser usados mais tarde. Raramente surgem efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo. Ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco. Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, um cancro nas células do sangue.

em Portal de Oncologia Português

 

A primeira sessão de quimio já está feita. O processo em si correu bem e tive uma excelente companhia a meu lado. Obrigada, meu bom amigo. Dos efeitos secundários, até agora, tenho sentido secura na boa, embora ligeira, náuseas e vómitos. Estes sim, têm sido intensos e difíceis de controlar. Os comprimidos para ajudar o estômago ainda não estão a fazer o efeito desejado. Não tem sido fácil esconder a verdade e manter-me de cabeça erguida é, ainda, mais complicado. Às vezes, queria ceder e partilhar com o meu amor o que está a acontecer. Só que não posso, não é justo para ele e eu sei que vou aguentar esta caminhada. Não estou completamente sozinha. A vontade de viver está sempre presente, não baixarei os braços.

M.