O cancro destrói-nos o corpo, a mente, as relações afetivas e profissionais. É de conhecimento comum que tudo isto acontece. afinal, é uma doença complicada de combater e muito cansativa. Mas também nos destrói a autoestima e o amor-próprio. Principalmente o cancro da mama, que é o meu. Sinto-me menos feminina, menos mulher. Já não gosto de me ver com uma saia, com uma blusa mais decotada ou até de usar maquilhagem mais carregada. Por consequência também me afastei do meu marido e de toda a intimidade que tínhamos. E, acreditem que éramos um casal muito próximo e com uma sexualidade bastante satisfatória. Sempre vi a nossa relação como completa e repleta. Não havia espaço para espaço, compreendem? Não havia tempo para mesquinhices ou troca de insultos. Nada disso existia. Nos dias que correm, mesmo sem ele saber, é a maldita doença que nos controla e dita os nossos dias.

Sinto-me muito triste com isto. Não quero perder o meu companheiro e, muito menos, quero perder-me de mim.

Vende-se

A vida tem momentos que não controlamos. Estou a viver um deles.

Abri uma empresa, como vocês sabem, e agora, por uma má decisão, terei que terminar este sonho. Quis muito ter o meu próprio negócio, ser dona do meu tempo e ajudar quem precisasse e estivesse disposto a trabalhar. Agora, tudo isso vai acabar e tenho que vender a sede da empresa, que é também a casa de infância do meu marido. É triste, mas o caminho é em frente e eu não desistirei facilmente por causa de um percalço.

O Amor

O coração dá muitas voltas ao amor. A nossa cabeça, então, torce as situações que vivemos com quem amamos e dobra muitas vezes o que sentimos. O amor é uma aventura e o coração é o motor. Umas vezes vamos a mil à hora, outras avançamos aos solavancos.

O amor na adolescência é uma montanha-russa cheia de declives, loops, curvas apertadas e sem cintos de segurança.

Desejo que a minha filha consiga ser tão, ou mais, feliz como eu fui e, embora em muitos momentos não pareça, ainda sou.

Coragem, filha, para desbravares as marés de emoções.

Nutrição – Conselho #5

O que fazer se o paladar alterar com o tratamento de quimio.

 

Alteração do paladar

  • retirar os alimentos cujo paladar seja desagradável
  • diversificar o tipo de confecção dos alimentos
  • evitar ingerir os alimentos quentes
  • utilizar ervas aromáticas no tempero da carne ou peixe
  • evitar o reaquecimento dos alimentos, o que intensifica o seu sabor
  • utilizar casca de cebola na cozedura do peixe limão no seu tempero

(Informação IPO – Instituto Português de Oncologia)

 

No início sofri bastante, mas aprendi a controlar o que comia.

Ainda sobre nutrição – Conselho #4

Mais umas dicas.

Feridas na boca

  • preferir os alimentos à temperatura ambiente, evitar alimentos muito quentes ou muito frios
  • ingerir água ou sumos de fruta (evitar os ácidos) durante e nos intervalos da refeições
  • suprimir alimentos irritantes como os picantes e os ácidos (ex. citrinos, alguns sumos de fruta)
  • evitar os alimentos duros e secos (ex. torradas, cereais granulados, etc)

 

Falta de saliva 

  • ingerir alimentos que estimulem a produção de saliva (ex. rebuçados, gotas de limão, gomos de laranja)
  • chupar cubos de gelo feitos, de preferência, com sumos
  • acompanhar as refeições com água ou sumos

Informação em IPO – Instituto Português de Oncologia

Decisão difícil

Pensei muito, conversei muito com o meu marido, e parceiro de vida, e tomei uma decisão: vender a casa da imobiliária. Não resolverá tudo, mas vai ajudar a reorganizar as coisas.

É o desistir de um sonho. Lamento que elas percam os seus sonhos para mudarem de vida, e algumas para terem, finalmente, uma vida independente.

Lamento.